segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Solidariedade a uma guerreira

Mônica Bichara


Brilhante esse texto de Mara Campos, postado no Falando na Lata, que reproduzimos abaixo. É realmente inacreditável o que o ser humano é capaz de fazer, passando por cima até mesmo da dor das pessoas para deixá-las ainda mais fragilizadas.

Mas como Mara diz tão bem, Moema é uma guerreira que vai saber dar a volta por cima. Tenho certeza que ela vai ser vitoriosa em mais essa batalha e ainda vai sair fortalecida desse processo, para desespero dos canalhas que estão promovendo essa campanha criminosa.

Quero aproveitar também para parabenizar Jânio Lopo pelo emocionado artigo de hoje (TB), também aqui reproduzido, transbordando toda a revolta que sente pela canalhice dos adversários de Moema, que não sabem manter a disputa no plano ideológico.

Se depender da torcida dos amigos e de todos que admiram a luta dessa mulher, Moema vai tirar essa de letra. Como outras amigas queridas tiraram, pra nossa felicidade. E coragem é o que não falta a essa baixinha retada, que vai mostrar a esses covardes, que desconhecem a palavra solidariedade, com quantos corações se faz uma campanha limpa. Toda sorte a Moema nessa caminhada.




Mara Campos defende Moema


Desde menina participo ativamente de campanhas políticas, primeiro como militante, depois também como profissional da comunicação. Jamais vi uma campanha tão sórdida, tão cruel, tão perversa como a que os adversários nesta eleição dirigem a Moema Gramacho.
O mais indigno -o alvo não é apenas Moema Gramacho a política, a candidata. Mas a mulher, mãe e cidadã Moema Gramacho. Depois de perceberem que não conseguiriam atingir uma gestão que se debruçou sobre o social, colocando no mapa de Lauro de Freitas localidades ignoradas pelas gestões anteriores e carentes de tudo como o Quingoma, Areia Branca, Capiarara, Jambeiro e outras, eles lançaram mão da lama em que chafurdam e usam um problema de saúde que Moema, como milhares de mulheres nesse país vem superando com coragem, determinação, fé e o avanço da medicina
Desesperados e carentes de qualquer traço de humanidade e do mais elementar senso de civilidade, o discurso deles agora é indagar à população se querem o vice como prefeito “porque Moema vai falecer”. Nessa cruzada de indignidades se destaca a vice Dau Francisco, que se diz “cristã”, com o aval de Roberto Muniz, cujo discurso libera seus seguidores a este e outros atos de insanidade. Numa das últimas caminhadas desfilaram pelas ruas de Itinga com uma urna funerária.
O blog, mantido por simpatizantes de Roberto Muniz, explorou à exautão o problema até ser retirado da internet por um juiz horrorizado com o baixo nível da campanha. Por fim, haquearam o blog dos simpatizantes de Moema e agora postam mensagens contra a prefeita. Quem rouba um blog rouba qualquer coisa, inclusive contas bancárias. Nem sei que nome dar ao que eles estão fazendo.
Confesso que chorei, em alguns momentos, de tristeza ao ver o nível a que um ser humano se permite descer por dinheiro ou por desvio de caráter.
Nós, jornalistas, perdemos muitas colegas queridas na luta contra o câncer de mama. Temos muitas outras, graças a Deus, que com fé e coragem estão superando ou já venceram a doença e estão aí fortes e saudáveis dando o seu testemunho e levando ânimo a muitas outras atingidas pelo câncer de mama, que é o mínimo que uma mulher nessa situação espera de outro ser humano.
Como assessora e sobretudo amiga que convive com Moema há mais de dez anos, sei da mulher forte e determinada que sempre encarou seus problemas de frente e espalha essa energia para todos nós. Mas sei também o quanto ela e qualquer outra mulher nessa situação, espera e merece de compreensão e solidariedade.
Gestos como o dos seus adversários, contudo, não nos tiram a esperança na humanidade quando vemos gente de todas as localidades, credos e situação social desejar, emocionada, “saúde e sucesso” a Moema, como neste sábado, sua primeira aparição pública depois de uma semana de internamento.
Moema está firme e forte e caminha “com a força de Deus e do povo” como diz o seu jingle de campanha, para mais uma gestão dedicada a reduzir a enorme desigualdade social que ainda caracteriza Lauro de Freitas; a implantar mais creches, mais postos de saúde, mais cursos profissionalizantes como os que nesses quatro anos tiraram dezenas de mulheres do desemprego e da indigência; mais ações sociais, de cultura, lazer, esporte que estão transformando a vida do povo nos bairros carentes do município.
Saúde, Moema.

Você já venceu, Moema
Pensei, pensei, pensei e nada. A indignação e a revolta acabaram por falar mais alto e tentam me calar. Resisto. Não posso me omitir ante horrenda estupidez, que parece não ter limites. Ou melhor, tem, sim. Só os sórdidos, os mesquinhos, os desprovidos de senso de ridículo, os invejosos e os mentirosos têm a coragem de atentar de forma infame e insensível contra a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho. Seus desafetos ultrapassaram a barreira da falta de ética. O desespero e a ânsia do poder pelo poder tiraram-lhes um dos sentimentos mais nobres do ser humano que é a solidariedade.
A falta de argumentos políticos e o despreparo para o embate democrático os transformaram em feras. Em monstros insanos. Perigosos, maledicentes, mesquinhos, assustadores.
Não! Gente como essa gente não tem condições de comandar o destino de homens e mulheres de carne e osso. Aos detratores faltam sensibilidade. Faltam compreensão e amor próprio. Acabo de ler um desabafo, uma proclamação de repúdio da amiga de mais de duas décadas cuja lisura e profissionalismo são inquestionáveis. A jornalista Mara Campos tem uma larga experiência na área de comunicação.
Tenho certeza que, assim como eu, ela não tinha visto nada igual. Não tinha visto de perto as aves agourentas, os abutres fétidos, o lado podre de uma campanha, onde inimigos clamam por sangue e por morte. E o fazem sabedores que não conseguirão seu intento. A tentativa, na verdade, é de fragilizar Moema e de ridicularizá-la, sem desconfiarem, como desprezíveis que são, que a força de Moema está na capacidade de enfrentar as adversidades e vencê-las, de transformar, de revolucionar e derramar cada pingo de suor que brota do seu rosto em favor de suas causas, de suas nobres causas.
Lauro de Freitas tem a honra de ser administrada por uma mulher de fibra, de raça, que não tergiversa, que não discrimina, não persegue, não maldiz e tampouco zomba das agruras do seu povo. Muito pelo contrário. A marca de sua administração é o social. É o cuidado com a criança, com a juventude, com o idoso. Talvez tamanho zelo a tenha levado a cuidar menos de si e mais da população carente e sofrida do seu município.
Moema não precisa de afagos nem de palavras de conforto. A conheço. Seu coração é do tamanho do mundo. Na verdade ela tem mais a dar do que a receber. É uma destemida. Enfrentou a ditadura, enfrentou a opressão, falou alto e em bom tom contra os donos da Bahia e manteve suas críticas contra todo tipo de discriminação. Sua trajetória política e pessoal não pode, nem de longe, ser comparada à daqueles que sempre viveram à sombra de chefes e de caciques políticos à base da subserviência e da mendicância por cargos públicos.
Li e reli o justo e legítimo repúdio de Mara Campos ao qual me associo. Gostaria imensamente de assinar embaixo.
Pena que não tenha eu a habilidade da amiga que usa da simplicidade, sem transmitir raiva ou rancor ( eu, confesso,estou com raiva, muita raiva) à pequenez de caráter e de ódio de lunáticos que entregam a própria alma a Satanás para atingir os seus objetivos mais repugnantes, canalhas e calhordas. Uma observação de Mara Campos: " Desde menina participo ativamente de campanhas políticas, primeiro como militante, depois também como profissional da comunicação.
Jamais vi uma campanha tão sórdida, tão cruel, tão perversa como a que os adversários nesta eleição dirigem à Moema Gramacho. O mais indigno -o alvo não é apenas Moema Gramacho a política, a candidata. Mas a mulher, mãe e cidadã Moema Gramacho". E continua: "Nós, jornalistas, perdemos muitas colegas queridas na luta contra o câncer de mama. Temos muitas outras, graças a Deus, que com fé e coragem estão superando ou já venceram a doença e estão aí fortes e saudáveis dando o seu testemunho e levando ânimo a muitas outras atingidas pelo câncer de mama, que é o mínimo que uma mulher nessa situação espera de outro ser humano. Gestos como o dos seus adversários, contudo, não nos tiram a esperança na humanidade quando vemos gente de todas as localidades, credos e situação social desejar, emocionada, "saúde e sucesso" a Moema, como neste sábado, sua primeira aparição pública depois de uma semana de internamento".
É isso aí. Bola para frente, Moema. O meio político sadio a vê como imprescindível nesse processo de consolidação política e democrática do nosso Estado. Você, aliás, ajudou a construir tudo isso. E ainda tem muito a contribuir.
Artigo publicado na coluna Janio Lopo na Tribuna da Bahia na edição desta segunda-feira (29).

4 comentários:

Carmela disse...

Queridas Mara e Moema, não se deixem abater por esse bando de abutres. Aos poucos eles serão banidos da cena política. Quanto a você Moema, vai continuar por muito tempo mostrando esse exemplo de dignidade e de força para as novas gerações.Digo isso com conhecimento de causa porque já passei pelo mesmo tratamento que você está passado,por duas vezes e do diagnostico até hoje, são mais de 16 anos. Estou aqui, firme e forte com a graça de Deus.Mulheres de fibra não se deixam abater, lutam e vencem.Vamos firmes para mandar esses malditos embora.

Jadson disse...

Falta de ética, solidariedade, humanismo. Não gostar das pessoas, não respeitar as pessoas, incluindo os adversários. É disso que se trata neste caso deprimente bancado pelos adversários da prefeita Moema Gramacho.
Vou só lembrar um caso exemplar. O coronel Manoel Fabrício (vem a ser um tio-avô meu), nos anos 1920, perdeu a guerra para o coronel Horácio de Matos (vem a ser avô do ex-deputado Horácio de Matos, que morreu há uns três meses), em Campestre, antiga sede do município de Seabra, na Chapada Diamantina. (Tais “barulhos” são contados em Jagunços e Heróis, de Walfrido Moraes, havendo um livro mais recente de autoria de Ivan Guanaes de Oliveira).
Fabrício teve de deixar sua terra e sua gente e terminou seus dias numa espécie de exílio em Itaberaba. Horácio se estabeleceu em Lençóis e tornou-se o chefe político da Chapada. Nos anos 30, houve o desarmamento da região e Horácio, despojado de seu vasto poder, mudou-se para Salvador. E foi assassinado por um militar, no Largo 2 de Julho, à traição, num episódio mal esclarecido.
Pois bem, o coronel Manoel Fabrício, lá do seu “exílio”, escreveu uma carta para “protestar contra o ato covarde e traiçoeiro de que foi vítima o coronel Horácio de Matos, pois tal prática a que todos estamos sujeitos, me inspirou repulsa”.
Vale transcrever um pouco mais: “Lutamos, eu e ele, instigados pelos maus governos, lutas que terminadas não mais houve a menor ofensa nossa, de parte a parte. Lamentei tão trágico acontecimento, pois não há mesmo um inimigo que, sendo leal, não lastimasse e protestasse contra tão estúpida selvageria...”
Quanta dessemelhança!

Oldack Miranda disse...

Parabéns ao blog Mídia Baiana pela solidariedade à Moema Gramacho. Leiam texto no blog Bahia de Fato.

Mônica disse...

A resposta foi dada nas urnas: MOEMA reeleita com 59% dos votos. Agora é se cuidar e continuar cuidando bem de Lauro de Freitas. Valeu, Moema, parabéns.